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Quando Trocar o Encordoamento da Raquete de Tênis: Sinais e Frequência Ideal

A regra prática mais usada pelos tenistas é simples: troque o encordoamento tantas vezes por ano quantas vezes você joga por semana. Ou seja, se você joga 3 vezes por semana, o ideal é trocar a corda 3 vezes ao ano — mesmo que ela não tenha arrebentado. Além dessa regra, existem sinais visuais e de desempenho que indicam que está na hora de reencordoar, independentemente do calendário.

Sinais de que a corda perdeu a tensão

Muita gente só troca o encordoamento quando a corda parte, mas o desgaste começa bem antes disso. Fique atento a:

  • Perda de controle: a bola começa a sair mais longa, mesmo com o mesmo swing de sempre.
  • Sensação de "cama elástica": a corda fica solta ao toque e o retorno de energia muda.
  • Marcas de atrito profundas: sulcos brancos ou desgastados no cruzamento das cordas.
  • Movimento excessivo: as cordas saem do lugar e não voltam sozinhas ao centro depois da tacada.
  • Vibração maior nos impactos: se mesmo usando um bom antivibrador o braço continua sentindo mais impacto que o normal, a corda já perdeu boa parte da tensão original.

Qualquer um desses pontos já justifica uma nova passada de corda, mesmo sem ruptura visível.

Frequência ideal por perfil de jogador

A frequência de troca varia bastante conforme o volume de jogo:

  • Jogadores recreativos (1 a 2x por semana): trocar a cada 3 a 4 meses.
  • Jogadores intermediários/competitivos (3 a 4x por semana): trocar a cada 2 a 3 meses.
  • Jogadores de alta performance ou profissionais: reencordoamento pode acontecer a cada poucas sessões, especialmente com cordas de poliéster mais rígidas.

Mesmo sem jogar, a corda perde propriedades com o tempo por causa da oxidação e da própria estrutura do material — por isso raquetes guardadas por muito tempo também merecem atenção antes de voltar às quadras.

Escolhendo a corda certa na hora de repor

Na hora de reencordoar, vale considerar o material de acordo com o seu jogo. Cordas de multifilamento e syn gut, por exemplo, entregam mais conforto e são uma ótima opção para quem sofre com dores no braço:

Já quem busca mais controle, spin e durabilidade em jogos de alta intensidade costuma preferir cordas de poliéster, como as texturizadas que ajudam a gerar mais efeito na bola:

Se o seu jogo pede uma corda com boa resposta e preço mais acessível para trocas frequentes, vale considerar opções híbridas ou tradicionais, como:

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Vale a pena esperar a corda arrebentar?

Não. Esperar a ruptura significa jogar por semanas ou meses com uma corda que já perdeu boa parte de suas propriedades originais, prejudicando o controle e aumentando o esforço do braço e do ombro para compensar a perda de resposta. Trocar preventivamente, seguindo a frequência recomendada, evita lesões e mantém a consistência do seu jogo.

Como escolher entre as opções da loja

Ao repor o encordoamento, leve em conta três fatores: material da corda, bitola (espessura) e tensão recomendada pelo fabricante da raquete. Lojas especializadas costumam ter opções de cordas de marcas renomadas, o que facilita encontrar a combinação ideal de conforto e durabilidade para o seu perfil de jogo. Vale a pena consultar as categorias de encordoamento e comparar diferentes bitolas antes de decidir.

Perguntas frequentes

Com que frequência devo trocar o encordoamento se jogo só aos finais de semana?

Se você joga uma ou duas vezes por semana, a recomendação geral é trocar a corda a cada 3 a 4 meses, mesmo sem sinais visíveis de ruptura.

A corda perde qualidade mesmo sem uso?

Sim. Fatores como temperatura, umidade e tempo de armazenamento afetam a estrutura da corda, então raquetes guardadas por muito tempo também podem precisar de reencordoamento antes de voltar a ser usadas.

Corda de poliéster dura mais que multifilamento?

Em geral, sim, o poliéster tende a durar mais em termos de ruptura, mas perde tensão mais rápido, exigindo trocas frequentes mesmo sem quebrar, especialmente para jogadores de alta intensidade.

Dá para perceber a perda de tensão sem instrumentos de medição?

Sim. Preste atenção à sensação de "cama elástica", à perda de controle na profundidade das bolas e ao aumento da vibração no braço — esses são sinais práticos e confiáveis de que a corda perdeu tensão.

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